quarta-feira, 25 de dezembro de 2013


agora é sem jeito já;
que se me agarrou feito uma sucuri
enroscando-se em toda mim mesma
as palavras as letras as páginas todas
e me mergulhou em  serifados infindos

licença daí, ledores letrados e interessados

que esse livro apaixonou-me por já demais

Viver dói:


segunda-feira, 15 de abril de 2013

de noite sendo -


em cada todo um talvez
em si outro corpo espelho
verbos líquidos virilhando
vidrilhos da madrugada ébria
- toma mais uma Eisenbahn!
e o trigo embriaga e me enlourece atos atros
amanhã tem trampo... a tarde fode
tranquilo
suave
escaldar climatizadamente vernáculos
o uivo agora surdo tão Solomon entrelinhas
cafés cigarros padaria... ar tão não puro
vem, condicionar ar e patranhas!
saio quiçá na hora de atrasar-me assim
vocábulos desestruturando-se atrás de mim
rastro sanguíneo e escuro de letras apodrecendo
seguir seguindo os ponteiros retrógrados
voltar passos no atrás: apologias indesculpáveis
mas ... sempre! eu sendo mesmo...
....................................................nem sei.
o trigo não me lembra príncipe nem pequeno nem valente
trigo me lembra pão e fermentação
trigo me lembra todo dia o dia todo
trigo me lembra de me esquecer de mim
que tem-se que seguir passos além e finitos de outrem
e reencontrar-se em outros, perdido, tachado, fechado.

Mal. Fechado para balanço. 

(.... não creia nisso, porque

(Tetê Macambira "de noite sendo - " )

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

um nada que significa


um acróstico..

.outra experiência - usando um acróstico construído com nomes - e não com versos. 

Outro jeito

uma das primeiras experiências em fazer uma fotoquote.

Então.. é assim?
a gente se separar desse jeito?
sem nem um porquê?!
sem nem um sei não?!?
sem nem um olhar no olhar?!?
Tudo o que fizemos, nada?
Tudo o que dizemos, nada?
Tudo o que ...., nada.
Incompreensão disso me bate
e eu penso:
será que tem que
ser assim,
de fato?
não há outra saída?
não temos outra opção?
.......... não creio.
Mas você, olhar baixo,
lépido fechando o portão
na hora de saída:
e as dúvidas giram
e rodam e entontecem
fazem mal.
À noite... você me volta,
ainda cabisbaixo,
ainda sem nem saber porquês,
me abraça.
E entra.

e sei dizer tiau em português;


eu: cartomante


tarde bêbada