em cada todo um talvez
em si outro corpo espelho
verbos líquidos virilhando
vidrilhos da madrugada ébria
- toma mais uma Eisenbahn!
e o trigo embriaga e me enlourece atos atros
amanhã tem trampo... a tarde fode
tranquilo
suave
escaldar climatizadamente vernáculos
o uivo agora surdo tão Solomon entrelinhas
cafés cigarros padaria... ar tão não puro
vem, condicionar ar e patranhas!
saio quiçá na hora de atrasar-me assim
vocábulos desestruturando-se atrás de mim
rastro sanguíneo e escuro de letras apodrecendo
seguir seguindo os ponteiros retrógrados
voltar passos no atrás: apologias indesculpáveis
mas ... sempre! eu sendo mesmo...
....................................................nem sei.
o trigo não me lembra príncipe nem pequeno nem valente
trigo me lembra pão e fermentação
trigo me lembra todo dia o dia todo
trigo me lembra de me esquecer de mim
que tem-se que seguir passos além e finitos de outrem
e reencontrar-se em outros, perdido, tachado, fechado.
Mal. Fechado para balanço.
(.... não creia nisso, porque
(Tetê Macambira "de noite sendo - " )
