Por que o Dona Chita?
Voltando aos Clubes de Leitura, encontrei no Dona Chita Café [rua Desembargador Praxedes, 1995 - Vila União, Fortaleza/CE] um espaço aconchegante e convidativo. O proprietário do espaço, Sílvio Holanda, é um amante das artes, o que tornou mais que possível usar o local como base de operações.Ele ainda me fez conhecer Patrícia Cacau, poetisa, articuladora literária e editora [Sangre Editorial] que também já tinha tido ideia de promover um sarau no café, seguindo a trilha do Sarau Caravelle (cuja lateral é defronte ao café, no segundo domingo de cada mês, das 17h às 18h30 - restaurante Caravelle, av. Luciano Carneiro,1936). Mas Cacau embarcou, com toda a animação que lhe é peculiar, nesse formato de Clube de Leitura. Formou!
Por que cordel?
E ideia para a primeira escolha tiramos do próprio Dona Chita (que também é loja e vende produtos selecionados do sertão e naturais) e de seu repertório de cordéis. Procuramos saber os cordéis mais afamados e demos com Romance do Pavão Misterioso e o Peleja de Cego Aderaldo com Zé Pretinho. A fim de começarmos logo em março e driblar a tal da procrastinação, partiu blábláblá sobre cordel em março mesmo, e escolhermos coletivamente a próxima vítima, ops!, digo, o próximo livro. (disfarça)A-de-mais!... Cordel é cultura nordestina, para algumas pessoas é o primeiro contato literário que se teve na vida. Cordel é um mix de gêneros: narrativo, poético, filosófico, jornalístico, ... Sua leitura é acessível.
Valia demais extrair o máximo de uma obra aparentemente tão simples, analisarmos, destrincharmos verso por verso tudo o que pudéssemos extrair.
Sem falar que é perfeitamente possível ler um cordel no prazo de uma semana.


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